terça-feira, 11 de agosto de 2009

domingo, 2 de agosto de 2009

PENSANDO NA VIDA

Parei por um momento
Para pensar na vida
Pedalando a bicicleta
Desvendando o mundo

É primavera, uma rosa
A tristeza foi embora
Ficou vazio o terreiro
Depois que a poeria voou

Não importa o que passou
Porque agora é inverno
O sol congela na fronte
A água jorra no mar

Ah! passou. Outono.
Folhas olham pesarosas
O tempero do milho
Virar pipoca

Tão pouco foi o verão;
Passou pela janela de manhã
Não vi o mundo crescer
Tampouco me vi crescendo.

FELIZ

Sempre que penso em ti

Um sorriso me abre a boca

Capim verde, terra solta.

Canta assim o bem-te-vi.

Toda vez que penso em ti

Meu cachorro feliz canta

O sol medroso levanta

A parede do quarto sorri.

Mas, mesmo assim.

Quando penso em ti

Vejo que estás crescendo.

Enrolo-te no capim

Jesus, quanto ti-ti-ti

É minha filha, só vendo.

LEMBRANÇAS

Meus pés

De laranja botaram

Meias rasgadas

Que pés suaram

Minhas mãos

Com espinhos sangrou

Foram lavadas

O sangue teimou

Minha vida

Veneno expulsou

Pedras, diamantes

A todos guardou

Não sei se por lembrança

Ou se por acaso

Vitórias e derrotas

Têm mesmo armário

A MORTE

Uma senhora velha
sem pena e trégua
uma velha senhora
nova e vigorosa

Esta sim é uma velha
intrometida e certa
não há lugar e dinheiro
nos espreita o tempo inteiro

senhora, senhora
meus pecados de falo
posso morrer dez vezes
outras dez volto.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

SARDADE DO MADÊRA

Inscreve pra mim, poeta, sobre a mortindadi
dos pexe que ali morreu
dizendo pras autoridadis da calamidadi
e também do meu pão de cada dia, qui com ela faliceu.

Foi uma tristeza só ver aquilo acunticendo
barba chata, pintadinho, surubim, se asfiquiciendo
e eu vendo tudo aquilo sem puder ajudar
minha fia, tão moça coitadinha, num aguentô ficô a chorar

mi vi vortando no passado e a sardade arrancando di mim um pedaçu
eu correndo por di cima e pulando aquelas preda preta discarçu
na minha infância vortei
lembrei tudo no lugar onde tanto brinquei

naquela maior predra preta
empinei di lá muita pepeta
agora ela morre afogada
onde antis era terra seca

inscreve Poeta, cum palavras bunitas e fiér
maravilhosa também como arcuiri no cér
fala qui a cachoera além di trazer pramim qui cumer também
trouxe Deusa, qui inté hoje é meu amor, meu bem.

era ali onde o boto vinha tomar fôrgo
qui nóis pegava fogo
e juramos qui enquanto agente vivesse lá nóis ia ficar
dicima da predra preta mais arta o nosso amor aumetar

inscreve Poeta, i comovi essa gente ruim
mas nóis já sabi qui é quase inpossivi isso sim
afinar, as pessôas qui lê o que inscreve ocê
é gente boa, di consciença e tem emoção, mas não puder.

puder tem as autoridadi
qui faís mataça di pexe e de amor di verdadi
não tem essa gente consciença não!
elas não tem coração!

mesmo assim inscreve o qui eu ti digo
sei qui ocê vai fazê isso purque é meu amigo
mas si num cunsiguir eles cunvincer, tem portança não!
eu, a fia e minha véia, continuaremos pidindo a Deus em oração.

Dedico a seu Francisco e sua esposa D. Deusa e seus filhos, Tancredo, Diane e Adriana moradores da Vila de Santo Antônio.

DO POETA E AMIGO PAULO SÉRGIO

terça-feira, 28 de abril de 2009

REFLEXÃO

Naquela câmara estava eu
ali, vivo e ao mesmo tempo morto
foi um momento de reflexão e meu 
coração atento fitava-me o rosto.

Aquelas paredes levaram-me à infância
que vivi alegre com meus irmãos
meus pais ensinaram-se que a tolerância
deveriamos traze-la sempre à mão.

Depois, já adulto, naquela câmara refletindo
chorei de alegria quando lembrei
que ainda naquele dia de uma vida estava saindo

Com meu coração renovado ganhei
a vida nova que dali em diante sonhei
e muitos irmãos que apartir dali terei


sábado, 4 de abril de 2009

VIDA FIXA .'.edmilson constantino: HIPERTENSÃO

VIDA FIXA .'.edmilson constantino: HIPERTENSÃO

HIPER TENSÃO

"Sofri um abalo no peito",
tinha você do meu lado.
este peito sofredor,
este coração apaixonado.

"Vejam, é uma ironia",
eu que tanto me queria,
não sei o que fazer,
agora que a tenho aqui.

"Mas há uma cura",
que por Deus; bem poderia faltar,
são matizes desta cor azul,
que no câmbio negro, fui comprar.

Eu sei, eu estou tenso,
na verdade; eu estou hiper tenso,
que bom que a "azulzinha",
não é feita de sal.



By Normancy


N.A.: Minha "Hiper tensão" para a "Hipertensão" do poeta e amigo Constantinolagoa.


Obrigado pelo carinho e leitura das minhas poesias.

terça-feira, 17 de março de 2009

EXCOMUNHÃO

A vida é para se viver
todo mundo sabe disso
mas tem gente que quer ver morrer
e salvar em nome de Cristo.

Vou explicar passo a passo
como tudo aconteceu
naquela manhã tão bonita
quando Marta entristeceu

Sozinha em casa naquele dia
Marta ainda dormia
alguém alisou seu pé
seu padrasto nu sorria

Com apenas oito anos
sua melhor amiga uma boneca
com quem brincava todo dia
a tarde depois da soneca

Homem imbecil e maldito
aquele seu padrasto era
ali no quarto estava
se insinuando para ela

Marta estarrecida quis gritar
não conseguiu dali correr
foi agarrada e estuprada
nem conseguiu se mexer

Em nome de muitas maldades
aquele homem a fez jurar
que se alguma contasse
sua mãe iria pagar

Mesmo morrendo de medo
com ele outras vezes se deitou
a inocência pouco a pouco perdendo
até que um dia engravidou

Foi assim que estarrecida
a imprensa noticiou
naquela noticia tão medonha
que muita gente chorou

Nove anos de idade
dezesseis semanas de gravidez
e aquela menina, coitada
com o corpo pequenez

Após exames pormenorizados
os médicos noticiaram
aquela criança não podia
carregar dois pobres coitados

Por causa da tenra idade
não era mulher formada
se a gravidez chegasse ao fim
sua vida seria ceifada

A melhor opção para os médicos
e de todos em geral
seria que a menina
fizesse o aborto legal

Porém seu pai biológico
e a igreja católica
não gostaram da decisão
decidiram impedir na marra
aquele fato anti cristão

Felizmente tudo deu certo
o aborto aconteceu
o bispo ainda por perto
a menina sobreviveu

É bom saber que hoje em dia
o bispo não tem o poder de antes
mesmo assim o dito cujo
excomungou a rebeldia
daqueles que não ouviram
o apelo da teologia

O bispo bem que poderia
ao invés de atrapalhar
pregar na sua diocese
o dever de ajudar

Todo cristão que se preza
estarrecido ficou
com a atitude do bispo
e seu acesso de furor

Sair por aí excomungando
como o dono da verdade
não passa de prepotência
com aquele ar de santidade

Esperamos que o bispo
mesmo com o apoio do papa
lá dentro de si esteja
lamentado sua atuação ingrata

Mas se isso não ocorrer
espero que ele se retrata
perante ao seu altar
antes mesmo de morrer

Fica assim esse acontecimento
contado a minha maneira
pois indignado estava
em ver tamanha asneira

Aqui termino essa história
paz a todos aqui na terra
Deus lá em cima nos veja
e nos dê sua bênção eterna



sexta-feira, 13 de março de 2009

TRÊS MULHERES

Amélia, Célia, Corbélia
Pessoas da sociedade
Dormem, trabalham, trepam
Mostram felicidade

Amélia vive solta
Sonha impossibilidades
Sozinha levanta e faz café
Do maridão nem amabilidades

Do outro lado da cidade
no último programa, suavidade
Célia acaba gozando
perdeu o que ganhou trepando

Rezar todo dia e muito temor
murchando como romãs
Corbélia busca infinito amor
morrerá noiva como suas irmãs.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009


O que sou?
17/02/2009


Não sou herói do teu jardim
Tentei, em vão
Dormir no tapete de lã
E muitas flores falsas

Não, não minto
Porém, é muito difícil
Te fazer acreditar em mim
Até porque não existo mais

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Marsilea quadrifolia
Apesar deste nome, que eu particularmente não acho feio, essa planta traz muita sorte para quem a encontra. porém o nome seja ele feio ou bonito, é apenas um detalhe, esqueçamo-lo.
Em frente a minha casa não tenho só um, mas uma centena ou mais de pequenos trevos de 4 folhas; isso mesmo, 4 folhas! inclusive fotografei muitos deles em diversos ângulos; olhei um a um e não encontrei nenhum com 3 folhas.
Diz a lenda que pra trazer sorte à pessoa é necessário que ela perdoe seus inimigos.
Quer mais detalhes, acessa o link abaixo.
http://maosaterra.blogspot.com/2008/06/oxlide-ou-trevo-de-quatro-folhas-ou.html

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009


02/02/09

Com o empurrão que me deste
Subi quatro degraus
Por isto te agradeço
Não houve vendaval

Não consegui dormir
Na noite anterior
Não acreditava na história
Nem poderia supor

Mas não fui pego de surpresa
Sou esperto, Deus me ajudou
Mesmo assim te agradeço
Uma página virou

Encerro assim esta história
Raiva não tenho, só vitória
Direita, esquerda ou transverso
Deus é o Grande Arquiteto do Universo

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

11-11-08


Que tempo cruel

Amor sem castigo

Besouros voadores

Circulando a luz fria


O vinho tinto no cálice

Transborda sem preocupação

A mão do destino

Alcança a solidão


Frutas maduras adoçam

A ponte triste do subúrbio

Mas infelizmente todos choram

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

11-11-08


Moço, meu nome não sei.

Meus pecados e meus amigos

São todos de ontem

Portanto não soa tátil


Argumentos e imprevistos

Puseram-me a vida fácil

No entanto, minha tragédia,

Ocorreu no silêncio do mar


Em vida fui muitos joões

Também não nego, tive ares de Maria.

Mas “é preciso viver”, fala o poeta,

De outrora e tão perto.


Olha moço, não quero aqui,

Supor que não vivi

Fui abastado rei em carnavalescas noites

Entretanto, em outras tantas, não fui ninguém.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

20-3-8

Inteiramente indeciso
As vezes o homem fica
Cuidando do seu calvário
Achando que é saída
Mas, com certeza ele sabe
Que a vergonha do dia
Pode ser súbita imagem
Da sua cabeça vazia

Pensamentos positivos agora
E desejo de mudança
Nunca é demais, não esqueça
Então corra, há esperança
E abrace a vida inteira
Pois quem pode te dar tudo
É teu pensamento positivo
Tuas horas de estudo
Teu suor
Teu sacrifício.

sábado, 13 de dezembro de 2008

FELICIDADE

Dizem que a felicidade
Não é recebida por todos
Mas as pedras são felizes
Em seu estado contemplativo.

A noite, o vento sopra
A mesma felicidade do dia
E as horas nem reclamam
Dos minutos que perdem

Mas o Homem
Porque pensa
Imagina, talvez
Que a inércia da pedra
E condenação perpétua

Pobre homem
Que não respira a brisa toda manhã
E seu dinheiro não compra.

domingo, 7 de dezembro de 2008

RETROVISOR

 08/09/01


Por traz do retrovisor

Vejo teu rosto

Vejo teu cheiro

Vejo teu tédio

 

Olhando o retrovisor

Vejo meu mundo

Vejo meu ódio

Vejo meu vazio

 

Meu retrovisor quebrou

E agora?

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

17/11/7

Ontem
Vi o mundo
Girar desgovernado
E cair sem nexo
Num apelo
Com bandeiras brancas

6/6/8

Por trás das derrotas
O homem encurta sua vida e a de seus semelhantes
Mede o tempo
Enxagua com mãos sujas suas feridas

Mas o tempo derrota a todos
E passa devagarinho todo domingo

Porém derrotado
O homem pede clemência a Deus.

Assim a vida envelhece
De posse de todos os detalhes
Uma vida ali padece
Outra, acolá, tolhe.

domingo, 30 de novembro de 2008

15/11/2008

Desconectei o verbo que já foi doce
Não suporto mais teu mundo vinagre
Porque sempre me queres nele
E minha vida? não sabe nada.
Não sabe ainda do mundo
E do homem que insólito o destrói
Não sabe do amor, de nenhum amor
Foi por isso que fechei o sorriso
E caí alvejado pelo futuro.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

HIPERTENSÃO



Sofri
um abalo no peito
Neste peito sofredor
Vasculhei o mundo por aí
E curar meus sofrimentos

Vejam, é uma ironia
Ontem mesmo a idade me queria
Hoje, minhas veias desatentas
Não suportam imprevistos

Mas há uma cura
Que não pode faltar
São capítulos da mesma cor
Encontrados em farmácias

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Av. 7 de setembro

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Domingo Rural

Sempre gostei dos domingos
Na minha infância, eram todos ensolarados
Acordava cedo
Ouvindo o galo de campina
Apresentando o dia nascente

Domingo era especial
Chupar manga espada
Caçar passarinho
Pescar no riacho
Jogar bola a tardinha na chã

Eram assim os meus domingos infantis
Nada de enxada
Nada de buscar capim
Nada de cortar cana

Mas o domingo era curto
E minha vontade de menino
Era meu domingo bem largo
Porque trabalho era coisa pra adulto

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

ESTÁTUA

Sou antiga
Tão antiga
O tempo me virou as costas
Não me olha mais.

As pessoas
Elas vão e voltam
Nascem
Morrem
Sou só lembranças

A morte já não me quer mais
A vida me despreza
Sou fria em dias frios ou quentes.
Só o tempo decide.

terça-feira, 26 de agosto de 2008


Uma lágrima torrencial
Numa folha que caí
Uma estaca encravada
Na manhã chuvosa
Um mar abandonado
No fundo do teu olhar

E o tempo?
Sem que ninguém lhe peça
Avança segundo a segundo
Transportando nossas vidas

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Livre Arbítrio (1/8/8)


O momento certo da decisão

Do homem que buscar o amor

Pode está atrás daquela pedra

Que o mesmo ignora


Lamentável não atingir

O sossego das horas

Nem atingir a noite

presa em uma gaiola


Passa o tempo, a vida

E até as rugas se curvam

Os momentos felizes

Tão poucos, afundam


Nobres senhores

Livras teus irmãos das trevas

Eles precisam de luz

Pois ainda são como crianças

sexta-feira, 25 de julho de 2008


Estrutura de ferro. Essa é uma das caixas dágua de Porto Velho. Na verdade são três, todas parecidas e uma ao lado da outra. Lembrança de uma época que ficou. Memória de um tempo diferente do de hoje.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

PROFESSOR EM DIA

Oh! Meu Deus
Oh! Minha mãe
Meu trabalho diário
Para o meu salário aumentar
São seis horas em sala
E não poder reclamar

Professor neste país
De muita terra e dinheiro
Só Jesus Cristo salva
Desse infeliz pesadelo
Pois se até Ele fosse
Professor por aqui
Já teria desistido
De morrer como mártir

Mais eis um acalanto
De norte a sul vai correr
É o piso salarial
Que o professor merecer
950 reais por mês
Pelo tempo de faculdade
Nenhum outro profissional ganha
Porque não é caridade

Mas, eis um conselho, caro amigo
Seja pertinente e audaz
Pois melhor salário ganha
Quem procura estudar mais
Então não desista
E lembre-se que
O professor no Brasil
Sofre desde o Império
Se não mudou até agora
Espere quando morrer